Agilidade do Serviço de Abordagem e solidariedade garantem reencontro entre mãe e filho

Agilidade do Serviço de Abordagem e solidariedade garantem reencontro entre mãe e filho
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Uma história que teve um final feliz graças à solidariedade e a agilidade da equipe do Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS).

Dona Almezina Maria Gabriel, de 79 anos, que mora em Ouro Preto, em Rondônia, saiu da sua cidade de origem no último domingo (9) com destino à Curitiba, no Paraná, com o objetivo de visitar os familiares. Mas o que ninguém esperava era que a idosa fosse desembarcar na metade do caminho, escolhendo Campo Grande como parada.

Desorientada, ela desceu na rodoviária da Capital na segunda-feira (10) à noite. Sem reconhecer o local, ela deu início a uma caminhada que terminou na terça pela manhã, na região do Bairro Universitário, próximo a residência da aposentada Mirian Carvalho, de 63 anos. Ao ver a idosa debilitada, sentada em sua calçada, Mirian generosamente acolheu Dona Almezina.

Eu estava chegando em casa umas 10 horas da manhã quando a encontrei, ela estava muito fraca e abatida. Chamei minha vizinha e entramos em contato com a equipe da SAS. Foi uma mobilização muito importante e rápida porque a equipe conseguiu localizar os familiares em Rondônia. Depois de passar o susto, a idosa está super bem, foi um amor recíproco, certamente foi um presente de Deus”, afirmou Miriam.

Para a assistente social Luciene dos Santos Costa, a atitude da Miriam foi fundamental para garantir o bem-estar e a segurança da Dona Almezina, que fez questão de que a idosa permanecesse no seu lar até que seu filho chegasse. “A gente tem que acreditar no ser humano, nós somos uma equipe que estamos sempre nas ruas nos serviços de abordagem, e quando nós chegamos aqui percebemos logo que a dona Miriam é um anjo, ela disse de pronto que a Almezina não iria para o abrigo até que encontrasse a família. Voltamos para nossa base e começamos as buscas ativas, em contato com grupos de assistentes sociais de outros estados, conseguimos localizar e acalmar os filhos”, ressaltou a assistente social da SAS.

Segundo Luciene, foram muitas conversas por celular para entender o que havia acontecido, logo, foi tramitado para que um dos filhos pudesse vir buscá-la. Na manhã desta quinta-feira (13), a equipe do SEAS foi até a rodoviária de Campo Grande receber Vanderlei Gabriel, de 47 anos, e levá-lo até a sua mãe.

Depois de 30 horas de viagem, o alívio em ver a mãe amparada garantiu um reencontro emocionante. Entre abraços e lágrimas, o filho da idosa lembrou dos momentos de angústia. “Nós ficamos desesperados quando a prima de Curitiba entrou em contato com minha irmã dizendo que a mãe não tinha chegado e estava sumida. Mas graças a Deus existem pessoas de bom coração. Eu agradeço a dona Miriam que abrigou minha mãe e toda a equipe de profissionais da Secretaria de Assistência Social. Vocês estão de parabéns, só tenho a agradecer e agora voltar para casa com minha ‘velhinha’. Campo Grande ficará sempre gravada em nossa memória”, finalizou o filho.

Dona Mirian, muito emocionada, afirmou ainda que pretende manter contato com dona Almezina e que já a considera como se fosse da família. “Nós criamos um vínculo muito lindo, em poucos dias de convivência é como se já nos conhecêssemos há anos, ela vai ter que voltar outras vezes para nos visitar, mas da próxima vez acompanhada”, brincou a aposentada.

A quinta-feira também foi de reencontro na UAIFA I. O trabalho de busca ativa realizado pela equipe da unidade garantiu a reaproximação de pai e filha após 28 anos. Ainda sem acreditar na oportunidade de rever o pai, a dona de casa Catiusce Cordeiro lembra que não via o pai, João Matos, desde que ele se divorciou de sua mãe e formou outra família.

Durante esse período, ele saiu de casa e por diversas vezes ficou em situação de rua, sendo atendido na UAIFA I e Centro POP. A coordenadora da UAIFA I, Giani Costa, conta que em vários momentos tentou a reaproximação, sem sucesso. “Fizemos uma busca ativa, mas não conseguimos fortalecer os vínculos. Agora retomamos as buscas e deu certo”, contou.

Feliz com o reencontro, Catiusce revela que vai levar o pai para morar com sua família. “Ele vai conhecer os quatro netos. Sou muito grata pelo trabalho da Assistência Social. É muito lindo reunir famílias de novo”, disse.

Orientações

O coordenador do Seas, Abrão Rosa Bernardes, explica que a busca ativa começa tão logo a pessoa seja abordada e aceite o acolhimento em uma unidade da SAS ou por meio de atendimento no Centro POP. Importante ressaltar que, esse trabalho também é realizado pelas equipes das unidades de acolhimento, que buscam informações sobre o usuário em toda a rede de serviços do município.

As equipes iniciam as investigações a partir de um documento pessoal, foto, cartões, papel, enfim, qualquer informação que a pessoa acolhida possa carregar. Em casos extremos, acionamos as redes sociais, grupos de mensagens instantâneas, tudo o que for possível para restabelecer os vínculos familiares, por isso é importante que a população nos acione também quando vir alguém em situação de rua ou desorientada, como no caso da Dona Almezina”, ressaltou.

A prerrogativa das nossas equipes é não desistir do usuário, mesmo que a busca por parentes demore. Às vezes, naquele momento não é possível resgatar os vínculos familiares, mas com persistência conseguimos, com o tempo, reunir muitas famílias”, pontuou o secretário de Assistência Social, José Mário Antunes.

Os telefones de contato do Seas são (67) 99660-6539 ou 99660-1469.

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